#Piratas do Caribe

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Célula de H³ caseiro

O mundo será movida a água, sal e eletricidade!

sexta-feira, 5 de junho de 2015















quinta-feira, 8 de abril de 2010

MORTE EM CANTEIROS DE OBRAS

Marreta em reunião com operários em canteiro de obras de Belo Horizonte
31 de dezembro de 2009
Morte na construção da "Cidade Administrativa"

Luiz Carlos da Silva, operário nas obras da nova sede do governo de Minas Gerais, morreu no trabalho no dia 31 de dezembro de 2009. Somente no dia 6 de janeiro seu falecimento foi confirmado pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Estado.

Osmir Venuto, dirigente do Sindicato os Trabalhadores da Construção de Belo Horizonte e Região — o MARRETA — denunciou a tentativa do governo Aécio Neves-PSDB de ocultar a morte de Luiz Carlos "para não evidenciar a situação precária dos trabalhadores" [www.brasiliaconfidencial.inf.br em 8 de janeiro].
6 de Fevereiro
Operário morre esmagado em Itabira - MG

O operário Juliano Gonçalves de Oliveira, 23 anos, morreu esmagado por uma motoniveladora nas obras do programa Pro-acesso, do governo de Minas Gerais.

Este foi o segundo "acidente" com uma máquina pesada no mesmo local. Durante o resgate do corpo de Juliano Gonçalves não apareceu sequer um técnico em segurança do trabalho. A motoniveladora ainda estava em funcionamento sobre o corpo do jovem operário.

10 de março
Operário morre em desabamento

O operário Gilmar Alves dos Santos, de 20 anos, morreu no desabamento da obra de uma escola em Coronel Fabriciano, no Vale do Rio Doce-MG. José Roberto Pereira, que trabalhava com Gilmar na obra ficou ferido.

Operário morre em queda de oito metros de altura em Belo Horizonte

Leonardo Tomás, funcionário de uma empresa que prestava serviços para a Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), morreu no dia 10 de março ao cair de uma altura de oito metros dentro de um bueiro na região centro-sul de Belo Horizonte.

"Quando acontece um acidente, geralmente, foi porque o trabalhador estava sem o equipamento adequado de proteção. Vamos procurar a família dele e vamos entrar na Justiça contra a empresa e contra a empreiteira", disse Osmir Venuto ao noticias.uol.com.br em 10 de março de 2010.

11 de março
Operário morre após queda de andaime em Belo Horizonte

O pintor Alípio Fernando Teixeira, de 21 anos, morreu ao cair de um andaime no Bairro Buritis, onde se concentram grandes obras da capital mineira. O MARRETA denunciou que "ele ainda ficou aproximadamente uma hora agonizando à espera do Samu e faleceu por negligência do governo e culpa da empresa." Este foi o segundo acidente envolvendo uma queda de andaime nessa semana em Belo Horizonte.

12 de março
Jovem operário morre soterrado em Belo Horizonte

Charles Ferreira da Silva, operário de 18 anos, morreu soterrado em uma obra no bairro Nova Suissa, região Oeste de Belo Horizonte. O Corpo de Bombeiros trabalhou cerca de uma hora para retirar o corpo do operário soterrado por toneladas de terra. O MARRETA denunciou que essa obra estava embargada pelo Ministério do Trabalho por risco de desmoronamento.

22 de março
Operário morre com descarga elétrica 13 mil volts

Um choque de 13 mil volts matou um operário (seu nome não foi divulgado até a publicação desta edição de AND) em Pouso Alegre — sudoeste de MG — quando trabalhava na construção de uma laje. O operário morreu antes de ser socorrido pelos bombeiros, com o tronco e membros superiores queimados.

Entrevista: Osmir Venuto, dirigente do MARRETA
"O número de mortes é ainda maior"

AND - Qual a situação atual dos operários da construção em Belo Horizonte?
Osmir Venuto - São muitas obras em execução em toda a cidade que demandam um número crescente de operários. As construtoras trazem trabalhadores do campo, principalmente do norte de Minas, vale do Jequitinhonha e do nordeste do país, a maioria jovens, para serem super-explorados e submetidos a verdadeira escravidão.

AND - Quais são os problemas enfrentados pelos operários da construção nos canteiros de obra?
Osmir Venuto - Na maioria dos canteiros de obras os operários trabalham sem receber o treinamento de segurança exigido por lei, sem os equipamentos de segurança individual que não são fornecidos pela empresa, e sem a aplicação de meios coletivos de proteção que também não são adotados pelas empresas. O número de fiscais do Ministério do Trabalho para a fiscalização das condições de trabalho em todas as empresas dos diversos setores em toda Minas Gerais (853 cidades) é totalmente insuficiente, apenas duzentos.

AND - Daí o crescente número de mortes...
Osmir Venuto - Eu gostaria de reforçar que o número de mortes é ainda maior do que este que denunciamos. Quando um operário cai e se machuca, muitas vezes é encaminhado para um hospital e a causa de sua morte é registrada como "perda de massa encefálica", "insuficiência respiratória", e não como morte causada durante o trabalho por negligência das empresas construtoras. Em 4 de janeiro um companheiro morreu em BH e nada foi noticiado, outro operário morreu em uma obra em Juiz de Fora. Nós já contabilizamos doze mortes nesse ano, e esse número não pára de crescer.

AND - Quais ações o STIC-BH pensa em realizar a respeito das mortes nos canteiros de obra?
Osmir Venuto - Vamos até o Ministério Público com a cópia do embargo à obra onde morreu o operário Charles Ferreira. Como a obra estava embargada, a morte do companheiro é configurada como homicídio. Exigiremos que a Polícia Federal prenda o responsável pela construtora, que é também responsável pela morte do trabalhador. Também vamos marcar uma audiência pública na Assembléia Legislativa com o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia — CREA, Ministério Público, entre outras entidades e levar todas as denúncias apuradas pelo Sindicato. Organizaremos manifestações no centro da cidade com painéis e fotos dos companheiros mortos nos canteiros de obras. Temos fotos e registros do verdadeiro assassinato de companheiros nas obras e a população precisa saber o que esta acontecendo.
Morticínio de operários nos canteiros de obras de MG PDF Imprimir E-mail
Mário Lúcio de Paula | Paulo Prudêncio

Marreta em reunião com operários em canteiro de obras de Belo Horizonte
31 de dezembro de 2009
Morte na construção da "Cidade Administrativa"

Luiz Carlos da Silva, operário nas obras da nova sede do governo de Minas Gerais, morreu no trabalho no dia 31 de dezembro de 2009. Somente no dia 6 de janeiro seu falecimento foi confirmado pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Estado.

Osmir Venuto, dirigente do Sindicato os Trabalhadores da Construção de Belo Horizonte e Região — o MARRETA — denunciou a tentativa do governo Aécio Neves-PSDB de ocultar a morte de Luiz Carlos "para não evidenciar a situação precária dos trabalhadores" [www.brasiliaconfidencial.inf.br em 8 de janeiro].
6 de Fevereiro
Operário morre esmagado em Itabira - MG

O operário Juliano Gonçalves de Oliveira, 23 anos, morreu esmagado por uma motoniveladora nas obras do programa Pro-acesso, do governo de Minas Gerais.

Este foi o segundo "acidente" com uma máquina pesada no mesmo local. Durante o resgate do corpo de Juliano Gonçalves não apareceu sequer um técnico em segurança do trabalho. A motoniveladora ainda estava em funcionamento sobre o corpo do jovem operário.

10 de março
Operário morre em desabamento

O operário Gilmar Alves dos Santos, de 20 anos, morreu no desabamento da obra de uma escola em Coronel Fabriciano, no Vale do Rio Doce-MG. José Roberto Pereira, que trabalhava com Gilmar na obra ficou ferido.

Operário morre em queda de oito metros de altura em Belo Horizonte

Leonardo Tomás, funcionário de uma empresa que prestava serviços para a Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), morreu no dia 10 de março ao cair de uma altura de oito metros dentro de um bueiro na região centro-sul de Belo Horizonte.

"Quando acontece um acidente, geralmente, foi porque o trabalhador estava sem o equipamento adequado de proteção. Vamos procurar a família dele e vamos entrar na Justiça contra a empresa e contra a empreiteira", disse Osmir Venuto ao noticias.uol.com.br em 10 de março de 2010.

11 de março
Operário morre após queda de andaime em Belo Horizonte

O pintor Alípio Fernando Teixeira, de 21 anos, morreu ao cair de um andaime no Bairro Buritis, onde se concentram grandes obras da capital mineira. O MARRETA denunciou que "ele ainda ficou aproximadamente uma hora agonizando à espera do Samu e faleceu por negligência do governo e culpa da empresa." Este foi o segundo acidente envolvendo uma queda de andaime nessa semana em Belo Horizonte.

12 de março
Jovem operário morre soterrado em Belo Horizonte

Charles Ferreira da Silva, operário de 18 anos, morreu soterrado em uma obra no bairro Nova Suissa, região Oeste de Belo Horizonte. O Corpo de Bombeiros trabalhou cerca de uma hora para retirar o corpo do operário soterrado por toneladas de terra. O MARRETA denunciou que essa obra estava embargada pelo Ministério do Trabalho por risco de desmoronamento.

22 de março
Operário morre com descarga elétrica 13 mil volts

Um choque de 13 mil volts matou um operário (seu nome não foi divulgado até a publicação desta edição de AND) em Pouso Alegre — sudoeste de MG — quando trabalhava na construção de uma laje. O operário morreu antes de ser socorrido pelos bombeiros, com o tronco e membros superiores queimados.

Entrevista: Osmir Venuto, dirigente do MARRETA
"O número de mortes é ainda maior"

AND - Qual a situação atual dos operários da construção em Belo Horizonte?
Osmir Venuto - São muitas obras em execução em toda a cidade que demandam um número crescente de operários. As construtoras trazem trabalhadores do campo, principalmente do norte de Minas, vale do Jequitinhonha e do nordeste do país, a maioria jovens, para serem super-explorados e submetidos a verdadeira escravidão.

AND - Quais são os problemas enfrentados pelos operários da construção nos canteiros de obra?
Osmir Venuto - Na maioria dos canteiros de obras os operários trabalham sem receber o treinamento de segurança exigido por lei, sem os equipamentos de segurança individual que não são fornecidos pela empresa, e sem a aplicação de meios coletivos de proteção que também não são adotados pelas empresas. O número de fiscais do Ministério do Trabalho para a fiscalização das condições de trabalho em todas as empresas dos diversos setores em toda Minas Gerais (853 cidades) é totalmente insuficiente, apenas duzentos.

AND - Daí o crescente número de mortes...
Osmir Venuto - Eu gostaria de reforçar que o número de mortes é ainda maior do que este que denunciamos. Quando um operário cai e se machuca, muitas vezes é encaminhado para um hospital e a causa de sua morte é registrada como "perda de massa encefálica", "insuficiência respiratória", e não como morte causada durante o trabalho por negligência das empresas construtoras. Em 4 de janeiro um companheiro morreu em BH e nada foi noticiado, outro operário morreu em uma obra em Juiz de Fora. Nós já contabilizamos doze mortes nesse ano, e esse número não pára de crescer.

AND - Quais ações o STIC-BH pensa em realizar a respeito das mortes nos canteiros de obra?
Osmir Venuto - Vamos até o Ministério Público com a cópia do embargo à obra onde morreu o operário Charles Ferreira. Como a obra estava embargada, a morte do companheiro é configurada como homicídio. Exigiremos que a Polícia Federal prenda o responsável pela construtora, que é também responsável pela morte do trabalhador. Também vamos marcar uma audiência pública na Assembléia Legislativa com o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia — CREA, Ministério Público, entre outras entidades e levar todas as denúncias apuradas pelo Sindicato. Organizaremos manifestações no centro da cidade com painéis e fotos dos companheiros mortos nos canteiros de obras. Temos fotos e registros do verdadeiro assassinato de companheiros nas obras e a população precisa saber o que esta acontecendo.
Morticínio de operários nos canteiros de obras de MG PDF Imprimir E-mail
Mário Lúcio de Paula | Paulo Prudêncio

Marreta em reunião com operários em canteiro de obras de Belo Horizonte
31 de dezembro de 2009
Morte na construção da "Cidade Administrativa"

Luiz Carlos da Silva, operário nas obras da nova sede do governo de Minas Gerais, morreu no trabalho no dia 31 de dezembro de 2009. Somente no dia 6 de janeiro seu falecimento foi confirmado pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Estado.

Osmir Venuto, dirigente do Sindicato os Trabalhadores da Construção de Belo Horizonte e Região — o MARRETA — denunciou a tentativa do governo Aécio Neves-PSDB de ocultar a morte de Luiz Carlos "para não evidenciar a situação precária dos trabalhadores" [www.brasiliaconfidencial.inf.br em 8 de janeiro].
6 de Fevereiro
Operário morre esmagado em Itabira - MG

O operário Juliano Gonçalves de Oliveira, 23 anos, morreu esmagado por uma motoniveladora nas obras do programa Pro-acesso, do governo de Minas Gerais.

Este foi o segundo "acidente" com uma máquina pesada no mesmo local. Durante o resgate do corpo de Juliano Gonçalves não apareceu sequer um técnico em segurança do trabalho. A motoniveladora ainda estava em funcionamento sobre o corpo do jovem operário.

10 de março
Operário morre em desabamento

O operário Gilmar Alves dos Santos, de 20 anos, morreu no desabamento da obra de uma escola em Coronel Fabriciano, no Vale do Rio Doce-MG. José Roberto Pereira, que trabalhava com Gilmar na obra ficou ferido.

Operário morre em queda de oito metros de altura em Belo Horizonte

Leonardo Tomás, funcionário de uma empresa que prestava serviços para a Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), morreu no dia 10 de março ao cair de uma altura de oito metros dentro de um bueiro na região centro-sul de Belo Horizonte.

"Quando acontece um acidente, geralmente, foi porque o trabalhador estava sem o equipamento adequado de proteção. Vamos procurar a família dele e vamos entrar na Justiça contra a empresa e contra a empreiteira", disse Osmir Venuto ao noticias.uol.com.br em 10 de março de 2010.

11 de março
Operário morre após queda de andaime em Belo Horizonte

O pintor Alípio Fernando Teixeira, de 21 anos, morreu ao cair de um andaime no Bairro Buritis, onde se concentram grandes obras da capital mineira. O MARRETA denunciou que "ele ainda ficou aproximadamente uma hora agonizando à espera do Samu e faleceu por negligência do governo e culpa da empresa." Este foi o segundo acidente envolvendo uma queda de andaime nessa semana em Belo Horizonte.

12 de março
Jovem operário morre soterrado em Belo Horizonte

Charles Ferreira da Silva, operário de 18 anos, morreu soterrado em uma obra no bairro Nova Suissa, região Oeste de Belo Horizonte. O Corpo de Bombeiros trabalhou cerca de uma hora para retirar o corpo do operário soterrado por toneladas de terra. O MARRETA denunciou que essa obra estava embargada pelo Ministério do Trabalho por risco de desmoronamento.

22 de março
Operário morre com descarga elétrica 13 mil volts

Um choque de 13 mil volts matou um operário (seu nome não foi divulgado até a publicação desta edição de AND) em Pouso Alegre — sudoeste de MG — quando trabalhava na construção de uma laje. O operário morreu antes de ser socorrido pelos bombeiros, com o tronco e membros superiores queimados.

Entrevista: Osmir Venuto, dirigente do MARRETA
"O número de mortes é ainda maior"

AND - Qual a situação atual dos operários da construção em Belo Horizonte?
Osmir Venuto - São muitas obras em execução em toda a cidade que demandam um número crescente de operários. As construtoras trazem trabalhadores do campo, principalmente do norte de Minas, vale do Jequitinhonha e do nordeste do país, a maioria jovens, para serem super-explorados e submetidos a verdadeira escravidão.

AND - Quais são os problemas enfrentados pelos operários da construção nos canteiros de obra?
Osmir Venuto - Na maioria dos canteiros de obras os operários trabalham sem receber o treinamento de segurança exigido por lei, sem os equipamentos de segurança individual que não são fornecidos pela empresa, e sem a aplicação de meios coletivos de proteção que também não são adotados pelas empresas. O número de fiscais do Ministério do Trabalho para a fiscalização das condições de trabalho em todas as empresas dos diversos setores em toda Minas Gerais (853 cidades) é totalmente insuficiente, apenas duzentos.

AND - Daí o crescente número de mortes...
Osmir Venuto - Eu gostaria de reforçar que o número de mortes é ainda maior do que este que denunciamos. Quando um operário cai e se machuca, muitas vezes é encaminhado para um hospital e a causa de sua morte é registrada como "perda de massa encefálica", "insuficiência respiratória", e não como morte causada durante o trabalho por negligência das empresas construtoras. Em 4 de janeiro um companheiro morreu em BH e nada foi noticiado, outro operário morreu em uma obra em Juiz de Fora. Nós já contabilizamos doze mortes nesse ano, e esse número não pára de crescer.

AND - Quais ações o STIC-BH pensa em realizar a respeito das mortes nos canteiros de obra?
Osmir Venuto - Vamos até o Ministério Público com a cópia do embargo à obra onde morreu o operário Charles Ferreira. Como a obra estava embargada, a morte do companheiro é configurada como homicídio. Exigiremos que a Polícia Federal prenda o responsável pela construtora, que é também responsável pela morte do trabalhador. Também vamos marcar uma audiência pública na Assembléia Legislativa com o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia — CREA, Ministério Público, entre outras entidades e levar todas as denúncias apuradas pelo Sindicato. Organizaremos manifestações no centro da cidade com painéis e fotos dos companheiros mortos nos canteiros de obras. Temos fotos e registros do verdadeiro assassinato de companheiros nas obras e a população precisa saber o que esta acontecendo.

quarta-feira, 31 de março de 2010

A MATÉRIA LOGO ABAIXO FOI CÓPIADA DE UM SITE PORTUGUÊS ONDE OS DONOS DE LOCADORAS CHAMADAS "CLUBES DE VÍDEOS" PROTESTAM CONTRA OS PREÇOS PRATICADOS PELOS FORNECEDORES, PARECE QUE A MEGA-INDÚSTRIA DE VÍDEO E FONOGRÁFICOS VAI PERDER ESTA BRIGA!

GREVE AO SELO AZUL
COMUNICADO AO MERCADO

A ACAPOR está plenamente ciente das dificuldades com que os clubes de vídeo se deparam nos dias que correm. Um aumento exponencial das formas de entretenimento — desde centenas de canais televisivos disponíveis, passando por canais temáticos de cinema a preços simbólicos, milhares de jogos online ou ainda um crescimento da utilização das diversas redes sociais na internet, sem esquecer a hipótese dos consumidores poderem agora alugar filmes sem sair de casa — concorrem connosco na conquista do parco tempo de ócio disponível dos clientes.
E claro temos sempre às nossas costas o pesado fardo da pirataria que continua a assombrar arruinar o nosso negócio sem que haja qualquer autoridade — política ou judicial — que se aperceba da gravidade da situação apesar do nosso esforço na sensibilização das mesmas para o problema.

Perante este quadro, é preciso reagir. O cenário actual significa, de facto, que o produto que comercializamos e distribuímos não vale, objectivamente num puro ratio matemático, o mesmo que valia há 5 ou 6 anos atrás. Se há anos atrás era expectável que um DVD pudesse ser alugado 30/40 vezes, hoje em dia esse valor é muito inferior. Ora, isto significa que o produto não vale o mesmo. Desvalorizou.

Mas as distribuidoras nacionais reflectiram essa desvalorização do produto? Não. Os preços continuam, na maioria dos casos, tão altos como eram antes da alteração da realidade actual. Porém, no mercado de venda directa, onde o consumidor compra apenas se quiser e não está obrigado a adquirir o produto porque não depende dele, aí os preços já reflectiram a desvalorização e o preço médio de cópia vendida caiu a pique, sobretudo se contabilizarmos os DVDs oferecidos, e de baixo custo, nos jornais.

A ACAPOR procurou junto dos editores arranjar soluções que pudessem contribuir para alterar o actual rumo dos acontecimentos e, simultaneamente, repor a verdade no preço médio de cópia dos filmes. Mas foi mais além. Quis, porque clubes de vídeo e distribuidores devem ser parceiros e não apenas fornecedores/clientes, proteger as distribuidoras apresentando um plano de revitalização do aluguer que garanta a facturação dos próprios editores, garantia essa com valores acima dos do último semestre de 2009.

Com a nossa proposta conseguiríamos colocar o triplo das cópias disponíveis nos clubes de vídeo e muitos mais títulos — obras que poucos adquirem, passariam a estar disponíveis porque teriam condições para ser rentabilizadas. Às distribuidoras ser-lhes-iam dadas garantias de facturação com valores que, no actual cenário, nunca serão alcançados. Teríamos ainda fundos para promoção do aluguer, fundamental neste momento, e a hipótese de implementarmos novas formas de comercialização. Perante a abundância de cópias os clubes de vídeo poderiam assim utilizar preços mais baixos, ou ainda acabar com as mal fadadas “multas” — enfim, a imaginação do empresário seria o limite.

No entanto, à excepção da “MPA” representante dos catálogos da “Universal” e da “Valentim de Carvalho”, os outros nossos parceiros estão demasiadamente presos ao conceito de vender filmes para o aluguer a um preço claramente acima do seu valor. Aparentemente não querem mudar. Perante a nossa proposta vieram críticas destrutivas e nenhuma solução. Alguns até a ignoraram como se não merecêssemos sequer resposta (ponto de situação de cada editor na noticia anterior "Reacções à proposta "3Ps" lançada pela ACAPOR".

Fomos claros no sentido que a nossa proposta era um ponto de partida. Queríamos discutir, trocar ideias, encontrar soluções. Pretendíamos um empenho global, um espírito de equipa entre aqueles que partilham o mesmo negócio embora em pontos distintos da cadeia.
Infelizmente ainda não encontrámos nada disso.
Um vazio de ideias e um silêncio de opinião foi tudo o que descobrimos. Queremos adaptar-nos às novas realidades, aos novos hábitos de consumo mas a posição imutável das editoras não nos permite evoluir. Recusam-se certificar a óbvia conclusão de que hoje um DVD de aluguer não pode nunca custar 35 ou 40 euros.

Por isso:

Protestemos! Por um espírito construtivo.
Protestemos! Por uma alteração de política.
Protestemos! Por uma identificação entre os preços praticados e o seu real valor.
Protestemos! Por uma pró-actividade na busca de soluções.
Protestemos! Pelo respeito ao aluguer.

Assim, a Direcção da ACAPOR propõe a todos os clubes de vídeo que, neste mês de Abril, não comprem filmes com selo azul, à excepção daqueles que são vendidos a um preço equiparado ao da venda directa. Ou seja, até ao momento, a excepção abrangerá apenas os catálogos da Universal e Valentim de Carvalho, distribuídos pela MPA.

Quando for visitado pelo vendedor, agradeça mas não compre nada. Em Abril, não compramos! Estamos em “Greve Ao Selo Azul”.